Não importa onde eu vá, seja a empresa grande ou pequena, sempre existem pessoas dos dois grupos: apertadores de botões e as pessoas que vão pra frente.
As pessoas que vão pra frente são fáceis de identificar e não me interessa falar muito sobre elas neste post. Elas estão sempre empolgadas, comentam a respeito de novidades e procuram fazer ela e as pessoas em sua volta prosperarem, mesmo quando essa não é a intenção.
Já os apertadores de botão estão sempre na mesma. O incrível é que esse perfil (ou falta de perfil?) existe em todos os papéis e profissões. DBAs -que só rodam scripts e não analisam o log (nem quando solicitado!) pra ver o que aconteceu e ajudar o pobre desenvolvedor que não tem acesso ao DB-, Desenvolvedores -que programam o que está especificado não importando o quão errado esteja do ponto de vista técnico ou funcional-, entre muitos outros.
No entanto, podemos ainda criar outra categoria de apertadores de botões: os que fazem apenas tarefas repetitivas. Quem nunca viu o “operador de computador” (acho que essa expressão é do mesmo tempo CPD) que todo dia, o dia inteiro, fica copiando/alterando arquivos de lá pra cá, sempre igual?
Por mais que eu não goste do meu trabalho (ainda bem que eu gosto!), acredito que devemos tirar o melhor proveito dele. Ou melhor, devemos tirar o melhor proveito de tudo que fazemos na vida. Portanto, o que motiva uma pessoa a executar o mesmo processo igual todo dia sem nem mesmo pensar em uma maneira de automatizá-lo ou de faze-lo de maneira diferente?
Mesmo que você não consiga remover todos os processos repetitivos ou não crie uma obra de arte quando conseguir é importante tentar. Não importa se você vai ser reconhecido por isso, não importa se você irá ganhar $algo$ em troca e não importa se você não é pago pra automatizar nada. Faça por você! Mesmo quando o esforço não valer a pena você vai no mínimo ter aprendido alguma coisa nova.
Portanto, se você se encaixa em algum desses perfis, já passou da hora de se mexer e mudar, não acha?
Tuca, esforço notável. Mas esse argumento não vira pra essa galera. E eles ganham dinheiro de qq jeito.
A melhor maneira é não contratá-los. Ou movê-los pro porão. Ou demiti-los.
Tuca, muito bom o post. Realmente eu não me enquadro no perfil dos apertadores de botões, alias, fiquei surpreso com o assunto abordado, pois tento ser inovador em tudo que penso, pois o pensamento acontece antes da própria ação de fazer algo, de qualquer forma, refleti sobre o assunto e percebi que a coisa de inovar, automatizar é parte de mim e acredito que ja nasci com esse perfil, mas, em contra ponto logicamente acredito na melhoria pessoal de qualquer pessoa, basta apenas se esforçar. Um abraço e até a próxima.
Tuca, sou novo no grupo e no seu blog, contudo concordo plenamente com sua opinião. No dia-a-dia vemos pessoas que realmente fazem distinção do problema da empresa e do problema pessoal, não entende que um projeto problematico pode sujar a sua carreira (por mais que o projeto seja da empresa e não seu), assim como um bom projeto pode ser usado como case de sucesso em uma entrevista por exemplo.
Uma espeficicação por mais bem feita que seja, pode ser discutida e melhorada, a maioria das vezes seu cliente, seja interno ou externo não sabe realmente o que deseja. Vou me apoiar ao livro do Jobs que você citou acima, em uma das partes é dito que não adianta a Apple perguntar para os consumidores qual tipo de aparelho eles precisam, um iPod ou um MP3, ele as vezes nem sabe que um iPod pode ser util para ele. Esse tipo de discussão deve ser sempre levada a serio e no momento de se contratar novos desenvolvedores para o time isso deve ser sim levado em conta.